Tem dias que é assim, sou normal, tenho fases...
Um faz de conta...
Há quanto tempo não páro e reflito sobre minha vida
Sobre as pessoas que estão a minha volta
E que ás vezes nem noto
Há quanto tempo deixei de guiar minha vida
Transformando-me em mais uma folha seca a mando do vento
Me refugiando, escondendo-me do resto do mundo
Me afogando na rotina do dia-dia
Deixando ser levada, fazendo de conta que isso é normal
Há quanto tempo não sinto meus próprios passos
Não vejo meus olhos, não ouço meu coração
Minha respiração, eu...
Não sorrio, não dou uma gargalhada do fundo da alma
Não vejo com meus olhos, não sinto com meu coração
Há quanto tempo não consigo me encontrar
Não sei mais o que é sonhar
Não sonho, não canto, não grito
Não vibro e nem sinto emoções
Há quanto tempo venho me sentindo "off"
Andando por aí, sem nenhum rumo
Perdida, completamente
Sem saber como viver
Há quanto tempo?
sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Voce tem fome de quê ?
Li tal pergunta num folheto do fórum cultural da cidade onde estudo. Estava divulgando um evento relacionado a alguns aspectos da cultura, mas pra mim esse questionamento merecia ir além, foi onde mudei o verbo da terceira pessoa pra primeira e questionei: Tenho fome de quê?
É eu tenho fome de cultura também
Teatro, música, dança
De tudo que é arte
Sinto fome de coisas pessoais
Olho no olho, abraço e abraços
Compromisso e paz no coração
Também de felicidade, alegria
Sem escolha, lugar ou ocasião
Fome de tempo
Todo dia...
De reunir a turma, fazer farra
Contar as lembranças
De ficar na minha, sozinha
Eu e meus outros eus
Sinto fome do amor
Dos improvisados...
Declarados sem medo, forma ou pudor
Revelados em guardanapos, torpedos
E de qualquer outro jeito
Tenho fome da verdade
Todas quais desconheço
De paciência, tolerância
Sonhos e Respeito
Ando com fome de vida
Da vida minha real
Kamila
quinta-feira, 9 de abril de 2009
primeira Postagem
Esta é minha primeira postagem, apanhei um bocado, mas estou aqui...
Tentei me apresentar no perfil, mas 1200 caracteres não bastava então eis aqui quem sou:
Eu,
Kamila Cristiana Borges, 19 anos. Menina que insiste em ser mulher. Ariana, nasceu em Anápolis, às 13h30 minutos do dia 04/04/1989, numa terça-feira. Morou a vida inteira no interior e nunca cansou da quietude da sua pacata cidade. Aliás, ama o lugar que vive com todas as suas forças e só o deixaria por alguma excelente proposta. Usa aparelho nos dentes, óculos pra leitura, têm altura um pouco abaixo da que deseja, peso um pouco acima do que espera, olhos e cabelos castanhos, não por opção, pele parda, marcada por “algumas” sardas causadas pelo sol, quando mais nova as odiava, de tal forma que chegou a usar algumas receitas pra tirá-las, claro nenhuma deu certo. Hoje está acostumada com elas, dependendo da distância e do ângulo que se vê no espelho nem as nota mais.
Estudou das primeiras series até o último ano do colegial na mesma tal cidade que ama, sempre com os mesmos colegas, quase sempre com os mesmos professores... Só algumas caras eram novas, mas isso só no principio, porque logo se tornavam amigos de infância.
Quando tinha cinco anos teve uma perda irreparável e dolorosa, seu ídolo e grande herói morrera num acidente de carro. E apesar de pequenina entendia o que era perder, o que significava aquele acontecimento, talvez bem mais do que qualquer um que estava ali, era tanta dor que o choro embalado pelo soluço não cessava, ela sabia que parte dela também estava morrendo. Sofreu muito com a ausência do pai, todos os dias, mais ainda nas datas especiais. O tempo e os afazeres aliviavam a dor, mas volta e meia a mesma estava de volta, acordando as lembranças, agoniando o coração e desesperando a alma. É assim até hoje e será enquanto a menininha durar.
Foi uma criança precoce, não curtia ganhar brinquedos em seus aniversários, se pudesse escolher, pediria roupas e calçados, tinha mania por meias, sempre que sua mamãe a levava numa loja, pedia por meias, com a idade tal mania deixou de existir. Por volta dos sete anos tomou gosto por bola, logo estava matriculada na escolinha de futsal da prefeitura, era a menorzinha da turma, portanto se tornou a queridinha, fez a escolinha por vários anos e até competiu com times de fora, mas só participava das competições quando os jogos eram na cidade que morava, sua mãe super protetora não permitia viagens, mesmo sendo pra cidade vizinha, jogava com meninas, mas preferia brincar com meninos e assim era na rua, toda a meninada juntava pra brincar de golzinho, mas ela só podia ir depois que terminasse todas as obrigações de casa e também da escola e ainda assim a mãe marcava hora pra retornar, voltava quase em prantos, mas sabia que no outro dia depois das mesmas condições toda a brincadeira se repetiria.
Estava na quarta série, precisamente com dez anos quando começou a trabalhar, dava aula particular pra um garoto conhecido que fazia a primeira série, trabalhou até os quatorze anos dando aula, tinha três alunos, no primeiro ano de serviço comprou sua cama e colchão, foi uma alegria imensa, o primeiro dinheiro empregado. Desde então sempre trabalhou, passou por lanchonete, lojas, autoescola e agora tem um excelente emprego, qual não convém dizer, pois estas linhas estão à mostra para todos e qualquer um, está neste há mais dois anos e o mesmo tem mantido as despesas da faculdade e as demais que acompanham.
Descobriu com sua mãe e outras conselheiras o hábito pela leitura, daí surgiu a vontade e necessidade de escrever, esboçava linhas de amor, embora não soubesse o que este fosse, falava de saudade, de medo e de tantas outras dores que feria seu peito ou que só existia em sua imaginação. Tem também enorme entusiasmo em demonstrar seu carinho e apreço as pessoas que ama e faz isso incansavelmente, se sente enriquecida e mais humana. Nunca fez dieta pelo contrário come de tudo, não se dá bem com tarefas domésticas, principalmente na cozinha. Tem hora pra acordar, mas pra dormir nunca, todas as noites antes de dormir sua mãe vai até o quarto verificar se a janela está fechada, olhar debaixo da cama pra ver se não tem nenhum “jacaré ou onça” e por último a abençoa.
Não tem muita paciência com nada, mas tem se esforçado para exercitar a habilidade o mesmo tanto para aprender a comer com garfo e faca ou andar de salto deslumbrantemente, gosta de histórias de amor, com ou sem final feliz, não tem um poeta ou escritor favorito, adora vários, lê e recomenda Augusto Cury em qualquer situação da vida, confessa que não resiste às tintas de Clarice Lispector, ama a forma que ela revela sua inquietude e melancolia, usa tão bem as palavras, tanto que é possível levantar vôo nas asas de sua imaginação. Gosta de gente ao redor, mas necessita muito do silêncio, perde horas tentando se encontrar o que não quer dizer que se encontra ás vezes se perde mais ainda, ela mesma consegue ser sua melhor e pior companhia, sofre de TPM e tem verdadeira loucura por violão, mas não sabe manuseá-lo.
Detesta ficar sem graça e falar em público, gosta de sorrisos largos e dos disfarçados também, odeia barulho, músicas estrondosas, buzinas e pessoas falando ao mesmo tempo, prefere enviar torpedos a falar no celular, gosta mais de visitar do que ser visitada. Não tem medo da morte, mas esta é o que mais lhe entristece, raramente reza, entretanto tem na cabeça que seu compromisso com Deus vai além de qualquer oração, pois é o mesmo que tem com o próximo e consigo mesmo nos 365 dias do ano, missas e orações apenas alimentam a fé e esta ainda está em processo de trabalho.
É sonhadora, vive planando ideais, sofre de crise existencial, adora rosas e flores de qualquer cor, é pessimista e insegura, gosta de músicas e filmes românticos e é a favor de declarações de amor, de serenatas e cartas apaixonadas, sabe que isso é brega, mas não se importaria se fosse o motivo de alguém estar sendo brega, desde que esse alguém seja como o homem que ela traçou (fisicamente ainda não foi definido), mas que venha para juntos tornarem autores de uma única história. A história de amor deles.
Kamila Cristiana Borges, 19 anos. Menina que insiste em ser mulher. Ariana, nasceu em Anápolis, às 13h30 minutos do dia 04/04/1989, numa terça-feira. Morou a vida inteira no interior e nunca cansou da quietude da sua pacata cidade. Aliás, ama o lugar que vive com todas as suas forças e só o deixaria por alguma excelente proposta. Usa aparelho nos dentes, óculos pra leitura, têm altura um pouco abaixo da que deseja, peso um pouco acima do que espera, olhos e cabelos castanhos, não por opção, pele parda, marcada por “algumas” sardas causadas pelo sol, quando mais nova as odiava, de tal forma que chegou a usar algumas receitas pra tirá-las, claro nenhuma deu certo. Hoje está acostumada com elas, dependendo da distância e do ângulo que se vê no espelho nem as nota mais.
Estudou das primeiras series até o último ano do colegial na mesma tal cidade que ama, sempre com os mesmos colegas, quase sempre com os mesmos professores... Só algumas caras eram novas, mas isso só no principio, porque logo se tornavam amigos de infância.
Quando tinha cinco anos teve uma perda irreparável e dolorosa, seu ídolo e grande herói morrera num acidente de carro. E apesar de pequenina entendia o que era perder, o que significava aquele acontecimento, talvez bem mais do que qualquer um que estava ali, era tanta dor que o choro embalado pelo soluço não cessava, ela sabia que parte dela também estava morrendo. Sofreu muito com a ausência do pai, todos os dias, mais ainda nas datas especiais. O tempo e os afazeres aliviavam a dor, mas volta e meia a mesma estava de volta, acordando as lembranças, agoniando o coração e desesperando a alma. É assim até hoje e será enquanto a menininha durar.
Foi uma criança precoce, não curtia ganhar brinquedos em seus aniversários, se pudesse escolher, pediria roupas e calçados, tinha mania por meias, sempre que sua mamãe a levava numa loja, pedia por meias, com a idade tal mania deixou de existir. Por volta dos sete anos tomou gosto por bola, logo estava matriculada na escolinha de futsal da prefeitura, era a menorzinha da turma, portanto se tornou a queridinha, fez a escolinha por vários anos e até competiu com times de fora, mas só participava das competições quando os jogos eram na cidade que morava, sua mãe super protetora não permitia viagens, mesmo sendo pra cidade vizinha, jogava com meninas, mas preferia brincar com meninos e assim era na rua, toda a meninada juntava pra brincar de golzinho, mas ela só podia ir depois que terminasse todas as obrigações de casa e também da escola e ainda assim a mãe marcava hora pra retornar, voltava quase em prantos, mas sabia que no outro dia depois das mesmas condições toda a brincadeira se repetiria.
Estava na quarta série, precisamente com dez anos quando começou a trabalhar, dava aula particular pra um garoto conhecido que fazia a primeira série, trabalhou até os quatorze anos dando aula, tinha três alunos, no primeiro ano de serviço comprou sua cama e colchão, foi uma alegria imensa, o primeiro dinheiro empregado. Desde então sempre trabalhou, passou por lanchonete, lojas, autoescola e agora tem um excelente emprego, qual não convém dizer, pois estas linhas estão à mostra para todos e qualquer um, está neste há mais dois anos e o mesmo tem mantido as despesas da faculdade e as demais que acompanham.
Descobriu com sua mãe e outras conselheiras o hábito pela leitura, daí surgiu a vontade e necessidade de escrever, esboçava linhas de amor, embora não soubesse o que este fosse, falava de saudade, de medo e de tantas outras dores que feria seu peito ou que só existia em sua imaginação. Tem também enorme entusiasmo em demonstrar seu carinho e apreço as pessoas que ama e faz isso incansavelmente, se sente enriquecida e mais humana. Nunca fez dieta pelo contrário come de tudo, não se dá bem com tarefas domésticas, principalmente na cozinha. Tem hora pra acordar, mas pra dormir nunca, todas as noites antes de dormir sua mãe vai até o quarto verificar se a janela está fechada, olhar debaixo da cama pra ver se não tem nenhum “jacaré ou onça” e por último a abençoa.
Não tem muita paciência com nada, mas tem se esforçado para exercitar a habilidade o mesmo tanto para aprender a comer com garfo e faca ou andar de salto deslumbrantemente, gosta de histórias de amor, com ou sem final feliz, não tem um poeta ou escritor favorito, adora vários, lê e recomenda Augusto Cury em qualquer situação da vida, confessa que não resiste às tintas de Clarice Lispector, ama a forma que ela revela sua inquietude e melancolia, usa tão bem as palavras, tanto que é possível levantar vôo nas asas de sua imaginação. Gosta de gente ao redor, mas necessita muito do silêncio, perde horas tentando se encontrar o que não quer dizer que se encontra ás vezes se perde mais ainda, ela mesma consegue ser sua melhor e pior companhia, sofre de TPM e tem verdadeira loucura por violão, mas não sabe manuseá-lo.
Detesta ficar sem graça e falar em público, gosta de sorrisos largos e dos disfarçados também, odeia barulho, músicas estrondosas, buzinas e pessoas falando ao mesmo tempo, prefere enviar torpedos a falar no celular, gosta mais de visitar do que ser visitada. Não tem medo da morte, mas esta é o que mais lhe entristece, raramente reza, entretanto tem na cabeça que seu compromisso com Deus vai além de qualquer oração, pois é o mesmo que tem com o próximo e consigo mesmo nos 365 dias do ano, missas e orações apenas alimentam a fé e esta ainda está em processo de trabalho.
É sonhadora, vive planando ideais, sofre de crise existencial, adora rosas e flores de qualquer cor, é pessimista e insegura, gosta de músicas e filmes românticos e é a favor de declarações de amor, de serenatas e cartas apaixonadas, sabe que isso é brega, mas não se importaria se fosse o motivo de alguém estar sendo brega, desde que esse alguém seja como o homem que ela traçou (fisicamente ainda não foi definido), mas que venha para juntos tornarem autores de uma única história. A história de amor deles.
Eu em 2008...
Kamila
Assinar:
Comentários (Atom)


